AÇÚCAR X ADOÇANTES



Açúcar é o produto obtido comercialmente a partir de cana-de-açúcar ou de beterraba, que serve para adoçar os alimentos e bebidas como pães, bolachas, sucos, refrigerantes, etc. O excesso no consumo de açúcar, comum nos dias atuais, pode causar diabetes, esteatose hepática não alcoolica (gordura no fígado sem a presença de álcool), falência do pâncreas e consequentemente falta de insulina , resistência à insulina (aumenta gordura abdominal), excesso de cortisol (hormônio do estresse), envelhecimento por excesso de radicais livres e comprometimento na absorção de nutrientes.

Já o adoçante é um produto químico que também serve para adoçar e que geralmente é derivado do petróleo ou de alguma reação química. Existem no mercado dois tipos de adoçantes, os sintéticos (Acessulfame-K, Aspartame, Ciclamato e Sacarina) e os naturais (Stévia, Xilitol, Sucralose e Frutose).

Por ser um produto químico, aumenta liberação de cortisol (hormônio do estresse) além disso, nossas células não reconhecem o adoçante como glicose (energia para as células) e por não ocorrer esse reconhecimento pelo organismo, na próxima refeição haverá um aumento na necessidade de ingestão de carboidratos como pão, macarrão, bolachas, que serão utilizados como fonte de energia que não veio através do adoçante, ou seja, ocorre um consumo maior do que o necessário.

No momento de escolher entre o açúcar e o adoçante, o ideal é diminuir a quantidade de alimentos adoçados ou preferencialmente não adoça-los e melhorar a qualidade dos açúcares utilizados, preferindo o açúcar mascavo ou o demerara. O adoçante deve ser utilizado apenas quando for necessário (portadores de diabetes, principalmente).



AÇÚCAR X ADOÇANTES


Sacarose: o velho e conhecido açúcar! Estudos recentes demonstram que diversas doenças estão relacionadas a seu consumo. Além de cáries, obesidade e diabetes, a sacarose também pode causar câncer e doenças neurológicas.

Acessulfame-K: trata-se de um sal de potássio sintético, e adoça 180 vezes mais que o açúcar. Muito utilizado na culinária, pois aguenta altas temperaturas. Liberado para diabéticos, e proibido para pessoas com problemas renais.

Aspartame: combinação de ácido aspártico e fenilalanina. Seu poder adoçante é 200 vezes maior que da sacarose. Possui 4 calorias por grama, e pode ser usado por diabéticos. Não deixa sabor residual. Contraindicado para gestantes, lactentes e pessoas que não conseguem metabolizar a fenilalanina.


Ciclamato: adoça 30 vezes mais que o açúcar comum. É feito a partir de um derivado do petróleo. Pessoas com problemas renais e hipertensos não devem usar. Já foi relacionado ao câncer, mas hoje é liberado em mais de 50 países. Por ter ação osmótica pode ter efeito laxativo mínimo.

Sacarina: muito parecido com o ciclamato, também é composto por um derivado do petróleo. Deixa sabor residual amargo e metálico. Seu consumo também já foi relacionado ao câncer. Hoje é liberado em cerca de 100 países. Algumas pessoas podem apresentar quadro alérgico com sintomas de náuseas e anorexia.

Sucralose: é feito a partir de uma molécula da sacarose, mas adoça 600 vezes mais. Não é metabolizado pelo organismo, e por isso, pode ser consumido por diabéticos, já que não altera os níveis de glicose. Por ter cloro na composição, se consumido em excesso atrapalha o bom funcionamento da tireóide, pois compete com o iodo.

Frutose: adoçante natural encontrado nas frutas e também em alguns vegetais, cereais e no mel. Não pode ser levado ao fogo, adoça cerca de 170 vezes mais que o açúcar comum e causa cáries. Seu uso não é recomendado para quem tem excesso de triglicerídeos e só pode ser liberado para diabéticos se a glicemia estiver controlada.

Steviosídeo: de origem vegetal, adoça 300 vezes mais que o açúcar. Não possui contraindicações, mas como deixa sabor residual amargo, é um pouco difícil de ser aceito pelo paladar. Não causa cáries.

Xilitol: deriva da xilose, um tipo de açúcar. Tem poder adoçante menor que do açúcar, porém, como não favorece a formação de cáries, é muito utilizado na fabricação de balas e chicletes. Pode ter efeito laxativo.